Filosofia, Literatura
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Contingência e Autocriação em Philip K. Dick – Uma Possível Leitura da Ficção Científica com Chave Rortyana

Ana Calazans

I.

Considerado por muitos críticos como o escritor de Ficção Científica mais influente da segunda metade do século XX, o norte-americano Philip K. Dick[1] (1928-1982) construiu parte de sua obra em torno de variações sobre o que define “o humano” e sobre a ideia de um “Eu” precário. Seus personagens possuem uma subjetividade autoconsciente e deslocada de seu eixo, que pode ser lida como uma metáfora do descentramento e mal-estar do sujeito no ambiente do pós-guerra. Questões como a paranoia, a dissociação/sobreposição, o controle social e a desumanização promovida por uma estrutura totalitária e burocrática caracterizam seu estilo no esquadro do que se convencionou chamar de “Soft-FC”.

A importância de K. Dick não se deve apenas ao sucesso popular de sua obra, advindo das adaptações para o cinema em filmes como Blade Runner, Total Recall e Minority Report. Na opinião de scholars como o filósofo Simon Critchley, para quem ele foi um gênio e uma das mentes mais criativas dos últimos 50 anos, sua influência tem crescido exponencialmente desde sua morte.[2]

As realidades em que os personagens de PKD se movem não são apenas distópicas; a normalidade precária erguida pelas estruturas de coerção não mascara seu caráter entrópico, desintegrador e sem finalidade. Sejam humanos de fato, híbridos ou máquinas, são sempre peças de uma engrenagem política e econômica desumanizadora e seus corolários, a guerra, a polícia, as corporações, os regimes opressores, a religião, reforçados pelo caráter replicador e instrumentalizador da tecnologia.

A narrativa de K Dick concentra chaves para a análise de questões ligadas a crescente emergência da reflexão ética nas esferas política e filosófica de temas ligados à interação homem-máquina, aos limites da bioengenharia e da cibernética e a conceitos do chamado pós-humanismo. Sua visão sobre a o uso da ciência é basicamente exploradora e não utilitária. Ciência e progresso tornados extensões anômalas de um sistema que solapa a autonomia da subjetividade sob uma rotina impessoal e burocrática, em que o privado, o distinto e a imaginação são aniquilados pela tecnologia e no qual a aspiração maior do indivíduo adaptado é ser subsumido pelo “todo”.

A imagem dessa estrutura esmagadora na qual o homem perde irremediavelmente sua “humanidade” é descrita por ele em um trecho do livro “O Homem do Castelo Alto” em que o personagem Baynes reflete sobre a psicologia dos nazistas. O recorte é uma espécie de resumo da apropriação do hegelianismo pelo ideário do Nacional Socialismo:

A visão deles é cósmica. Não um homem aqui, uma criança ali, mas uma abstração: raça, terra. VolkLand. Blut. Ehre. Não homens honrados, mas Ehre propriamente dita, honra, o abstrato é real, o real é invisível para eles. Die Gute, mas não homens bons, não este homem bom. É o sentido de espaço e tempo que eles possuem. Eles enxergam além do aqui, do agora, no vasto, negro e profundo além, o imutável. E isso é fatal à vida. Porque um dia não haverá mais vida; houve um dia e que o espaço era só partículas de poeira, gases quentes de hidrogênio, mais nada, e assim será outra vez. Isto é um intervalo, ein Augenblick. O processo cósmico está se acelerando, fazendo a vida retroceder ao granito e ao metano; a roda gira para toda a vida. Tudo é temporário. E eles – esses loucos – obedecem ao granito, ao pó, ao apelo do inanimado; querem auxiliar a Natur[3].

***

Há um traço distintivo nos personagens de Philip K. Dick; eles se veem de súbito desenraizados de sua realidade ou identidade/humanidade por eventos que põe em dúvida a infalibilidade de seu autoconhecimento. Ou descobrem que existe um pentimento por trás da “normalidade” de seu mundo. Homens “bem adaptados” que por um acidente fortuito percebem que na verdade são um constructo biomecânico, um assassino desmemoriado, um títere de um sistema além de seu alcance ou de algo incomensurável.

São também indivíduos que se dão conta de que perderam o domínio sobre a “realidade”. Personagens que têm como traço distintivo o reconhecimento de que, ao perder o poder de tomar o mundo como uma verdade dada e decifrável, terão de haver-se com a contingência e precariedade de sua identidade e de sua consciência, pois se existe alguma verdade ou essência esta está além da traduzibilidade. É esta cisão no “eu” que faz irromper o processo de redescrição criativa do indivíduo, com o reconhecimento da marca de sua identidade na diferença.

Assim, o que demarca um “indivíduo”? Qual a fronteira do “humano”? Seja no horizonte de sentido do homem dissociado ou destituído da potência de sua autonomia e subjetividade, como no do ser subitamente deslocado de sua “humanidade”, a questão que se coloca é ontológica, mas também ética.  Que espécie de ser, de coisa, é essa que se viu despojado radicalmente de sua identidade e de seu horizonte noético?

De acordo com Peter Strawson, a “pessoa” é “um tipo de entidade tal que tanto um predicado atribuindo estados conscientes [com conteúdos como crenças, desejos e vontades] quanto predicados atribuindo características corporais igualmente se aplicam a um só indivíduo deste tipo singular”[4]. Sob esta definição, os personagens de K. Dick, humanos, ciborgues ou máquinas, são pessoas “por direito”, não importando em que forma se apresentem ou em que estágio ou flutuação subjetiva estejam. Permanecem como sujeitos que doam sentido a seu mundo. Mas são “pessoas” que estão, sempre, em processo de constituir-se como um outro.

Em “O Androide e o Humano”, conferência proferida em 1972, o escritor questiona o que distingue em nosso comportamento o “especificamente humano”:

[…] isto é uma [característica] especifica para nós como espécie viva? E o que é que, pelo menos até agora, podemos relegar como um mero comportamento de máquina? E eu gostaria de incluir nisso o tipo de comportamento pseudo-humano exibido pelos que uma vez foram homens vivos – criaturas que se tornaram instrumentos, meios, em vez de fins, e, portanto, para mim, análogos de máquinas no mau sentido, no sentido de que, embora a vida biológica continue, o metabolismo permaneça, a alma – por falta de um termo melhor – não está mais lá, ou pelo menos não está mais ativa.  […] A redução dos seres humanos a mera utilização – homens transformados em máquinas, servindo a um propósito que, apesar de “bom” em um sentido abstrato tem, para sua consecução, empregado o que considero o maior mal imaginável: a colocação sobre o que era um homem livre, que ria e chorava, cometia erros e se perdia em loucuras, de uma restrição que o limita, a despeito do que ele possa imaginar ou pensar para o cumprimento de um fim que não o seu próprio – porém insignificante – destino[5].

II.

O filósofo norte-americano Richard Rorty é reconhecido como o pensador que construiu a mais sólida ponte entre o pensamento Analítico, associado à herança lógico-teórica de Kant e à racionalidade científica, ao Continental, vinculado ao hegelianismo histórico-literário e que privilegia uma perspectiva que acolhe a indistinção entre método e objeto – esquema conceitual e conteúdo – e teoriza a participação do sujeito na constituição dos próprios objetos da consciência.

Seu pensamento tem uma forte ancoragem antifilosófica, tributária da crítica à herança de um modelo moderno, representacionista, que implica em uma noção cartesiano-kantiana de verdade como adequação mente-mundo. Na perspectiva naturalista (darwinista) e deflacionária (desabsolutizada) do filósofo, o valor de verdade dos enunciados está relacionado à sua utilização em contextos e propósitos determinados – seu modo de ser não está separado de seu modo de uso; “coisidade” e identidade são relativas à descrição.

A distinção entre realidade e aparência deixa de existir e todo dualismo se resume “a mera diferença entre dois conjuntos de descrições da mesma porção de coisas[6]”. Fiel à sua inflexão antiteórica e irônica, Rorty nos lembra de que as várias descrições (noções ou conceitos) sobre a linguagem são “somente mais uma verdade útil” – o que Ludwig Wittgenstein chamou de “lembretes para um propósito particular[7]”.

Segundo Rorty existe uma “tentação de pensar no mundo, ou no eu humano, como possuidor de uma natureza intrínseca, uma essência”. Isso resulta da tentação de privilegiar uma dentre as muitas linguagens com que habitualmente descrevemos o mundo e nós mesmos. Para ele, se o os homens puderem aceitar “a ideia de que a maior parte da realidade é indiferente a nossas descrições dela, e de que o eu humano é criado pelo uso de um vocabulário, e não por se expressar adequada ou inadequadamente num vocabulário, poderão assimilar o que havia de verdadeiro na ideia romântica de que a verdade é construída, e não encontrada”[8].

Essa abordagem é conexa ao conceito de “Ironia” de Rorty, que remonta à acepção dada pelo romantismo alemão, na qual a ambiguidade, a precariedade e a ausência de um fundamento forte permite a redescrição do homem. Para o filósofo, o tópos da ironia é a ideia de que a descrições de mundo são instáveis, “qualquer coisa pode parecer boa ou má ao ser redescrita”. Sua definição de “ironista” é a de alguém cônscio da fragilidade de seu vocabulário e, portanto, de seu eu; “o oposto da ironia é a o senso comum[9]”.

Nietzsche é uma influência importante de Rorty; em especial seu abandono da distinção entre realidade e aparência. Os conceitos rortyanos de “contingência” e “autocriação” devem muito à genética nietzschiana, que relaciona autoconhecimento à autocriação. Na interpretação do filósofo feita por Rorty, “o processo de vir a conhecer a si mesmo, de confrontar as próprias contingências, rastrear as próprias causas, é idêntico ao processo de inventar uma nova linguagem – isto é, de elaborar novas metáforas”, pois Nietzsche só considera a vida humana um triunfo na medida em que ela escapa às descrições herdadas.

Qualquer descrição literal da própria individualidade, ou seja, qualquer uso, para esse fim, de um jogo de linguagem herdado, será necessariamente um fracasso. O indivíduo não rastreará as origens dessa idiossincrasia, mas conseguirá apenas vê-la como não idiossincrática, afinal, como um espécimen que reitera um tipo, uma cópia ou réplica de algo já identificado. […]. Logo, a única maneira de rastrear as causas do ser do sujeito como único seria contar a história de suas causas numa nova linguagem[10].

Outra inspiração importante de Rorty é o pragmatista John Dewey, em particular sua formulação de “experiência”. Dewey quer resgatar a “dignidade” da experiência em contraposição à feição monolítica, extranatural, opressiva e intimidadora do absoluto metafísico, dos universais platônicos e, last but not least, do espírito hegeliano.  Não há hierarquia e o homem pode produzir seu sentido utilizando a imaginação, a interação sensível com o ambiente e seu aprendizado acumulado pela experiência. Pode encontrar uma coerência que não precisa se adequar a nenhum esquema previamente posto que não a resolução ou a interpretação da situação na qual se encontra. Sua visão é resumida neste trecho de “Reconstrução em Filosofia”:

Só no sentido físico de corpos físicos é que o indivíduo é um dado originário. Num sentido social e moral, indivíduo é alguma coisa a ser criada, a ser produzida: significa iniciativa, espírito inventivo, desembaraço em meio das situações, tomada de responsabilidade na escolha de crença e de conduta. Estas coisas não são fins, mas conquistas, e, enquanto tais, não são absolutas, mas sim relativas ao uso que delas se faça. E este uso varia com a ambiência[11].

III.

Qual então seria a “marca” da humanidade para Rorty? Certamente não é a “marca” comum a todos os seres humanos, responsável por determinar a natureza da realidade e as condições de possibilidade da experiência conforme a religião, o platonismo, os cientistas empíricos, e mesmo os idealistas alemães, pretenderam nos explicar. Rorty se vale de Freud para lembrar que “[…] tudo, desde o som de uma palavra, passando pela cor de uma folha, até a sensação de um pedaço de pele, pode servir […] para dramatizar e cristalizar o sentido de identidade pessoal de um ser humano[12]”. “Qualquer constelação aparentemente aleatória dessas coisas pode dar o tom de uma vida. Qualquer dessas constelações pode instaurar uma ordem incondicional a cujo serviço uma vida pode ser dedicada – uma ordem que não é menos incondicional pelo fato de talvez só ser inteligível, no máximo, para uma pessoa”[13].

O neopragmatismo do filósofo refuta a ideia de que o mundo ou o Eu têm uma natureza intrínseca. Assim como ocorre nas narrativas de PKD, não há lugar na visão de Rorty para uma realidade ou indivíduo imutáveis[14]. A questão sobre se existe ou não uma realidade, um conhecimento ou verdade permanentes ou fundacionais deixa de ser um problema em face da urgência e do caráter contingente das necessidades do mundo, da vida e do próprio indivíduo.

A dissociação e o estranhamento comum a maioria dos personagens de K. Dick nesse esquema de sentido não é vista como algo disfuncional, mas como parte do processo de criação continua de “novas metáforas úteis”. Um sistema de conteúdos intencionais em constante transformação. Não existe nada como uma “essência” que determine o sujeito, ou então o acesso a ela lhe é vedado: É a contingência, a precariedade da consciência (eu) e da realidade (mundo/contexto) dos personagens que permite sua redescrição, sua autocriação.

O critério de humanidade de K. Dick é ético. Ele não distingue o metal da carne. O que está em jogo, assim como para Rorty, é a criação de um modo de estar no mundo que não aniquile o particular e o distinto.  Como indivíduos, seus personagens estão, sempre, em processo de constituir-se como um outro.  A marca do humano é a capacidade de transcender seu lugar no mundo determinado por terceiros e formular uma compreensão ética de si mesmo. “Um ser humano sem empatia ou sentimento é o mesmo que um androide construído de forma a não possuir isto, seja por design ou erro. […] o que é uma ilha mental e moral não é um homem”[15].

A subjetividade (ou a essência) dos personagens do autor (independentemente do nível de determinação externa em que se encontrem ou de sua constituição) se constrói a partir da aceitação de que sua identidade é definida pela revogabilidade e a precariedade. Ela não está fundada sobre uma marca necessária, essencial, teleológica, constitutiva do que é ser um ser humano no sentido metafisico e indeterminado do pensamento ontológico.

É esta cisão no “eu” trazida pelo reconhecimento da contingência que tem como corolário um processo de redescrição criativa do indivíduo, com o reconhecimento da marca de sua identidade na diferença. Assim, o sentido de identidade é construído não necessitando de outra ancoragem que não a ideia, de matiz nietzschiano e apropriada por Rorty, de que o “homem”, por ter se descrito em seus próprios termos, havia criado a si mesmo.

*

NOTAS

[1] O autor passará a ser referido também pela sigla PKD.

[2] CRITCHLEY, Simon. Philip K. Dick, Sci-Fi Philosopher, Part 1. Encontrado em http://opinionator.blogs.nytimes.com/2012/05/20/philip-k-dick-sci-fi-philosopher-part-1/#more-128377.

[3] DICK, Philip K. O Homem do Castelo Alto. São Paulo, Aleph, 2006, p.53.

[4] STRAWSON, Peter F. Individuals. London, Methuen, 1959, p. 102. Tradução da autora.

[5] Encontrado em http://bigpicture.typepad.com/writing/2005/07/the_android_and.html. Tradução da autora.

[6] RORTY, Richard. Ensaios sobre Heidegger e Outros – Escritos Filosóficos vol.2. Relume Dumará,  p. 17.

[7] Idem, ibidem.

[8] RORTY, Richard. Contingência, Ironia e Solidariedade. São Paulo, Martins Fontes, 2007, p. 34.

[9] Idem, p. 134.

[10] Idem, p.64.

[11] Reconstrução em Filosofia. op. cit. p. 164.

[12] Contingência, Ironia e Solidariedade, op. cit, p. 79.

[13] Idem, ibidem.

[14] Em entrevista sobre a relação de sua obra com a Filosofia, concedida a Frank C. Bertrand em 1980, Dick sustenta que a ideia definidora da ficção científica é o “dinamismo”.  Disponível em http://www.philipkdickfans.com/literary-criticism/frank-views-archive/philip-k-dick-on-philosophy-a-brief-interview/.

[15] DICK, Philip K. The Dark Haired Girl. Mark V. Ziesing, 1988. Citação disponível em https://www.goodreads.com/work/quotes/486300-the-dark-haired-girl

REFERÊNCIAS

CRITCHLEY, Simon. Philip K. Dick, Sci-Fi Philosopher, Part 1. Disponível em http://opinionator.blogs.nytimes.com/2012/05/20/philip-k-dick-sci-fi-philosopher-part-1/#more-128377.

DEWEY, John. Reconstrução em Filosofia. Ícone, 2011

DICK, Philip K. O Homem do Castelo Alto. São Paulo, Aleph, 2006

_____________Philip K. Dick On Philosophy: A Brief Interview. Conducted by Frank C. Bertrand, 1980. Disponível em  http://www.philipkdickfans.com/literary-criticism/frank-views-archive/philip-k-dick-on-philosophy-a-brief-interview/.

_____________The Shifting Realities of Phillip K. Dick. Selected Literary and philosophical writings/edited and with na introducion by Lawrence Sutin. New York: Vintage Books, 1995.

_____________The Android and The Human. In: The Shifting Realities of Philip K. Dick. Ed. Lawrence Sutin. New York: Vintage, 1995, pp.183-210.

FREUD, Sigmund. O Estranho. In: Edição Standard Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 1980, pp.273 – 314.

RORTY, Richard. Contingência, Ironia e Solidariedade. São Paulo, Martins Fontes, 2007.

_______________ Ensaios sobre Heidegger e Outros – Escritos filosóficos vol.2. Relume Dumará.

STRAWSON, Peter F. Individuals. London, Methuen, 1959.

SUGESTÕES DE LEITURA DISPONÍVEIS ONLINE

HAYLES, Katherine. Complex Dynamics in Literature and Science. [PDF]. In: HAYLES, N. Katherine (org.). Chaos and order: complex dynamics and literature and science. London: The University of Chicago Press, 1991, pp.1-36.

_____________Chaos Bound: Orderly Disorder in Contemporary Literature and Science. [PDF]. Ithaca: Cornell University Press,1990.

_________________How We Became Posthuman: Virtual Bodies in Cybernetics, Literature, and Informatics.  [PDF]. Chicago, The University of Chicago Press, 2008. Disponível em http://faculty.georgetown.edu/irvinem/theory/Hayles-Posthuman-excerpts.pdf.

MURPHY, Nancy. Scientific Realism and Postmodern Philosophy. The British Journal for the Philosophy of Science 41 (Sep. 1990): 291-303. Disponível em http://bjps.oxfordjournals.org/content/41/3/291.

SUVIN, Darko. Estrangement and Cognition. Documento online. Disponível em http://www.strangehorizons.com/2014/20141124/1suvin-a.shtml

THACKER, Eugene. Data Made Flesh: Biotechnology and the Discourse of the Posthuman.  Cultural Critique 53 (2003): 72-97. Disponível em https://muse.jhu.edu/login?auth=0&type=summary&url=/journals/cultural_critique/v053/53.1thacker.html.

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