Cultura, Traduções
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Tradução – O Paradoxo da Oração

Zen Kung Fu

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Eu não nasci equipada com o cabeamento da imanência e minha relação como divino sempre foi de uma transcendência abissal – receptor com defeito de fábrica.  Nunca me senti confortável rezando, não se trata de não acreditar que haja algo ‘além’ para me escutar, mas de pudor. Educada por uma avó católica e outra espírita, eu não entendia em meus seis anos a razão delas não terem vergonha de pedir tanta coisa aos santos e espíritos. Incrédula, ficava imaginando criaturas louras com asas deixando de cuidar de doentes e de dar assistência às guerras para vir atender os pedidos de uma casa de classe média nordestina com mesa farta.

Ao longo da vida, essa percepção, como quase todas as ‘impressões’ formadas na infância, permaneceu basicamente a mesma.  Com a Filosofia, entendi que esse pudor era a manifestação de uma tendência precoce para o ceticismo, na esfera racional, e de uma…

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