Literatura
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Retornando a Gibson

Desde que li na infância Vinte Mil Léguas Submarinas gosto de ficção científica. Ocorre que os lançamentos do gênero nunca foram o forte das editoras brasileiras. O cenário permanece o mesmo hoje,  se levarmos em conta que o mercado cresceu nos últimos tempos. Por isso li muito pouco ao longo dos anos: um livro melancólico e poético do Clarke, A Cidade e as Estrelas, O Jogo do Extreminador, do Orson Scott Card (um daqueles que muda o padrão cerebral), contos do Philip K Dick e do Asimov e um livro de contos chapante do Bráulio Tavares (paraibano), A Espinha Dorsal da Memória/Mundo Fantasmo.

No início dos anos 90 havia na Pituba a Grandes Autores. Pequena e sortida, era um paraíso porque sempre se podia achar coisas inesperadas. Numa de minhas incursões vi na estante de sci-fi um livro chamado Neuromancer, de  Willian Gibson – a capa era feia, mas a  orelha prometia. Comprei, li e, após algumas exclamações do tipo “Oh, você tem este livro!”, ele me foi subtraído por algum visitante da casa, que era muito frequentada na época. Uns cinco anos depois, o cara virou coisa chique por aqui por conta da Faculdade de Comunicação ter criado uma linha de pesquisa sobre cybercultura – tudo muito sofisticado e cool e, obviamente, só para os que se consideravam iniciados.

Li algum tempo depois Idoru e Reconhecimento de Padrões, o primeiro lançado pela Conrad e o segundo pela Aleph, que também editou Neuromancer. Este ano, para comemorar os 25 anos de lançamento da história de Case, Molly e Wintermute, a Aleph relançou Neuromancer e traduziu também Count Zero e Monalisa overdrive. Tudo muito bem cuidado. Tô toda feliz mergulhada neles. Espero que os lançamentos estimulem a Aleph a editar os outros e, quem sabe, uma série com coisas do Sterling – que eu saiba só Piratas de Dados foi publicado por aqui. Vou tentar resenhar os dois novos do Gibson em breve.

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3 comentários

  1. Vou aguardar essa resenha. E nesse momento vou olhar os lançamentos da Aleph. Naquele período de descobertas cyberbooks muito ajudou a nova (?) ficção no cinema, tendo Blade Runner na vanguarda.

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  2. Obrigado pela visita, Ana!
    O Nevasca é bem interessante. Tem partes meio sonolentas, mas no geral é muito bom.Se você curte Gibson é provável que goste também do Stephenson. Abss!

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