Arte
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70, 90, 2000 – Aznavour

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Tem gente que não acha graça em música que não seja cantada em inglês; acha que música italiana é brega (que falta de imaginação!) e música francesa é algo que os franceses esqueceram de produzir. Graças a uma mãe radicalmente anti-americana pude ouvir na primeira infância coisas como Atom Heart Mother (o disco da vaquinha) e The Six Wives of Henry VIII (do Wakeman); ingleses, of course.

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Mas a discoteca, bem 70, tinha também coisas de San Remo e um cardápio variado de música francesa que ia de Piaf a Mireille Mathieu (que com sua inapelável breguice me apresentou ao choro emotivo lá pelos seis anos). Havia também um disco do Charles Aznavour, de hits. Acho que ainda lembro as músicas: La Boheme, Et pourtant, Les comediens, Formi, formidable, Il faut savoir, Ave Maria, Les deux guitarres…

Gifs de Atirem no Pianista, de Truffaut

Vinil perdido, cd comprado; também de hits, pois não há pior calvário do que alguém de classe média que se mete a comprar disco e livro. Foi trilha de momentos elevados e, mais frequentemente, de fossas, nas quais eu preferia  Que c’est triste Venise e Happy anniversary.   Essa conversa toda é porque soube por via de uma matéria do jornalista Cláudio Leal no Terra Magazine que Aznavour está em São Paulo e eu aqui. Vou ouvir Aznavour porque fiquei na fossa.

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